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Pablo Trapero, Leandra Leal, Martina Gusmán e Silvio Tendler homegeados no 9° Festival de Cinema Latino Americano

Pablo Trapero, Leandra Leal, Martina Gusmán e Silvio Tendler homegeados no 9° Festival de Cinema Latino Americano

Agendada para o período de 24 a 30 de julho, a nona edição do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo coloca em foco os destaques da produção mais recente feita na região, incluindo vários títulos inéditos no Brasil, além de promover homenagens e organizar encontros e debates. No total, são mais de 100 filmes, representando 15 países da América Latina e do Caribe. A programação é inteiramente gratuita e acontece no Memorial da América Latina, Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo e Cinemateca Brasileira.

Estão na programação obras exibidas em eventos prestigiosos - como os festivais de Cannes (o argentino “Refugiado”, de Diego Lerman), Sundance (“O Chaveiro”, de Natalia Smirnoff, Argentina), Veneza (o chileno “As Irmãs Quispe”, de Sebastian Sepúlveda), Locarno (“Os Insólitos Peixes-Gato”, da mexicana Claudia Sainte-Luce) e Roterdã (o cubano “Hotel Nueva Isla”, de Irene Gutierrez, e “Réimon”, do argentino Rodrigo Moreno). O festival traz também produções de países raros nas telas brasileiras, como a Guatemala (“Onde Nasce O Sol”, de Elías Jiménez Trachtenberg) e a República Dominicana (“A Luta de Ana”, de Bladimir Abud).

Várias pré-estreias de novos longas-metragens brasileiros estão na programação – entre eles, “Anna K”, de José Roberto Aguilar; “Amparo”, de Ricardo Pinto e Silva, “Corte Seco”, de Renato Tapajós; e “Hamlet”, de Cristiano Burlan. Outros títulos nacionais ganham sua primeira projeção pública em São Paulo, como “Periscópio”, de Kiko Goifman, e “Mão na Luva”, de Roberto Bomtempo.

Os filmes realizados em coprodução entre países da América do Sul concorrem ao Prêmio Itamaraty para o Cinema Sul-Americano, no valor de R$ 90 mil.

O evento promove homenagens, acompanhadas de retrospectivas de filmes, ao cineasta e produtor Pablo Trapero, à atriz e produtora Martina Gusmán – ambos argentinos e de carreiras premiadas internacionalmente –, ao cineasta Silvio Tendler, diretor dos documentários de maior bilheteria do cinema brasileiro, e à atriz e produtora Leandra Leal. Todos os homenageados têm presença confirmada no evento.

Uma inédita mostra reúne documentários musicais dedicados a importantes artistas da América Latina, como a argentina Mercedes Sosa (1935-2009), o cubano Silvio Rodríguez, a chilena Violeta Parra (1917-1967), a banda venezuelana Los Amigos Invisibles e os mexicanos do Café Tacvba. Também estão previstos filmes documentais sobre os brasileiros Cartola, Elza Soares, Tom Zé e Itamar Assumpção.

A programação do 9º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo apresenta ainda a Mostra de Escolas de Cinema Ciba-Cilect, com curtas e médias-metragens de graduação das mais importantes instituições do gênero. Este ano estão presentes 43 filmes, representando 22 escolas de sete países. Um dos destaques é o brasileiro “O Membro Decaído”, de Lucas Sá, uma premiada experiência no gênero terror produzida pela UFPel - Universidade Federal de Pelotas (RS).

A programação do evento se completa com oficinas, debates e encontros. Estão previstas presenças de 40 convidados, do Brasil e do exterior.

A curadoria do 9º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo é assinada por João Batista de Andrade, Felipe Macedo, Jurandir Müller e Francisco Cesar Filho. Uma realização da Associação do Audiovisual, o evento conta com patrocínio da Petrobras e da da Sabesp - Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (através da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura), copatrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e correalização do Sesc São Paulo.


homenagem a Pablor Trapero e Martina Gusmán
O diretor, produtor, roteirista e montador Pablo Trapero é um dos nomes centrais da chamada nova onda argentina que encantou o circuito internacional de cinema a partir da segunda metade dos anos 1990. No entanto, segundo suas próprias palavras, ele não acredita “em regras para fazer cinema sob aspecto nenhum, nem nas da nouvelle vague, nem nas do neo-realismo italiano, nem nas do Dogma, nem nas de Hollywood. Cada filme tem suas próprias regras".

Um dos autores mais sólidos e originais do atual cinema latino-americano, responsável por um cinema narrativo de qualidade – assim a crítica especializada se refere à sua obra como diretor, que inclui títulos como “O Outro Lado da Lei” (2002), “Família Rodante” (2004, coproduzido com o Brasil), “Leonera” (2008), “Abutres” (2010) e “Elefante Branco” (2012), todos incluídos na programação. Em 2014 Trapero ocupou a presidência do júri da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes.

O prestígio internacional do diretor está refletido na circulação prestigiosa de suas obras. “O Outro Lado da Lei” foi vencedor do prêmio da crítica internacional no Festival de Chicago e da crítica ibero-americana no Festival de Guadalajara. “Família Rodante” foi selecionado para os festivais de Toronto e Nova York.

Em 2008, “Leonera”, exibido em competição no Festival de Cannes, revelou ao mundo o talento excepcional da sua intérprete principal, Martina Gusmán. Seu trabalho no filme impressionou por suas transformações físicas ao longo da narrativa e o desenvolvimento que imprimiu à sua personagem, transformando-a na revelação do cinema latino-americano daquele ano.

Martina é igualmente homenageada este ano o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. Desde 2000 casada com Trapero e sua sócia na Matanza Cine, uma empresa independente que produz jovens autores argentinos, como Raúl Perrone (“La Mecha”, 2003), Albertina Carri (“Geminis”, 2005, e “A Raiva”, 2008) e Guillermo Pfening (“Caíto”, 2012). Em 2011 integrou o júri da competição oficial do Festival de Cannes, ao lado de nomes como Robert De Niro, Jude Law, Uma Thurman e Olivier Assayas.

Ela é protagonista de “Abutres” e “Elefante Branco”, além de estar na produção de “O Outro Lado da Lei” e “Família Rodante”,



homenagem a Silvio Tendler
Conhecido como "o cineasta dos vencidos" por abordar em seus filmes personalidades como os ex-presidentes João Goulart e Juscelino Kubitschek, Silvio Tendler já realizou mais de 30 filmes. Seus filmes são resgates da memória brasileira e refletem sobre os rumos do Brasil, da América Latina e do mundo em desenvolvimento. É membro fundador da Fundação do Novo Cinema Latino-Americano e do Comitê de Cineastas da América Latina. Responde por algumas das maiores bilheterias do cinema documental brasileiro, como “Os Anos JK - Uma Trajetória Política” (1980) e “Jango” (1984) – o primeiro, visto por 800 mil espectadores, o último, por mais de um milhão de pessoas. Os dois longas-metragens estão programados na homenagem, assim como produções mais recentes: “Marighella – Retrato Falado do Guerrilheiro” (2001) “Glauber o Filme, Labirinto do Brasil” (2003, exibido no Festival de Cannes), “Utopia e Barbárie” (2005) “Encontro com Milton Santos: O Mundo Global Visto do Lado de Cá” (2006, prêmio do público no Festival de Brasília), “Há Muitas Noites na Noite - Poema Sujo Ferreira Gullar” (2010) e “O Veneno Está na Mesa” (2011).


homenagem a Leandra Leal
Neta do produtor cultural Américo Leal e filha da atriz Ângela Leal, a carioca Leandra Leal iniciou sua carreira como atriz no teatro aos sete anos de idade e na televisão um ano mais tarde. Foi revelada no cinema aos 13 anos por Walter Lima Jr. em “A Ostra e O Vento” (1997), longa pelo qual foi premiada nacional e internacionalmente e incluído na homenagem preparada pelo 9° Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. Também estão presentes dois importantes marcos de sua carreira cinematográfica: “Nome Próprio” (2007), que o diretor Murilo Salles adaptou do livro “Máquina de Pinball, de Clara Averbuck e pelo qual a atriz foi premiada no Festival de Gramado, e “O Lobo Atrás da Porta” (2013), de Fernando Coimbra, filme vencedor do Festival do Rio e premiado nos Estados Unidos, Cuba e Espanha. Recentemente Leandra Leal passou a atuar na produção de filmes, tendo realizado com jovens diretores títulos de rápida filmagem e contando com mesma equipe e elenco (com a própria Leandra e Mariana Ximenes). Estão na programação dois deles: “O Uívo da Gaita” (2013), de Bruno Safadi, e “O Rio Nos Pertence!” (2013), de Ricardo Pretti.


contemporâneos
Filmes recentes de 13 países estão na seção Contemporâneos, com destaque para o argentino inédito no Brasil “O Chaveiro”, de Natalia Smirnoff, ex-assistente de Lucrecia Martel que ganhou prestígio internacional ao exibir no Festival de Berlim seu longa de estreia “Quebra-Cabeças”. Merecedor de world première na edição 2014 do festival norte-americano de Sundance, “O Chaveiro” é uma comédia melancólica passada em Buenos Aires que obteve elogios por sua sensibilidade ao narrar a história de um homem diante da notícia da gravidez de sua namorada e da descoberta de um estranho poder.

Também argentinos, e inéditos, são “Refugiado”, de Diego Lerman, e “Réimon”, de Rodrigo Moreno. “Refugiado” foi lançado na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2014. Trata-se de um road movie que acompanha um garoto de sete anos e sua mãe em um emocionante drama com toques de humor. Já em “Réimon”, que teve sua primeira exibição no Festival de Roterdã, o diretor do premiado “Um Mundo Misterioso” faz uma obra sóbria e socialmente comprometida ao acompanhar os deslocamentos de uma jovem faxineira de Buenos Aires.

Produção cubana também inédita no Brasil, “Hotel Nueva Isla” é uma inovadora abordagem tendo como cenário um emblemático hotel transformado em albergue pela Revolução Cubana. A diretora Irene Gutierrez foi saudada na estreia mundial da obra, no Festival de Roterdã (Holanda), por investir nas imagens potentes que transformam em metáfora social e política o edifício, atualmente marcado pela decadência e cheio de rachaduras.

Grande destaque da cinematografia chilena recente, o inédito “As Irmãs Quispe”, de Sebastian Sepúlveda, teve boa acolhida nos festivais de Veneza (Itália) e San Sebastián (Espanha) e trata de uma história real ocorrida em 1974, quando três irmãs pastoras de ovelhas do altiplano recebem notícias sobre uma lei que pode mudar a sua maneira de viver e este evento as obriga a questionar sua existência e implacavelmente as leva a um fim trágico.

Destaque dos festivais de Locarno (Suíça), Roterdã e Toronto (Canadá), onde recebeu o prêmio da crítica internacional, o mexicano “Os Insólitos Peixes-Gato” marca a estreia da diretora Claudia Sainte-Luce. O filme, inédito no Brasil, foi saudado com adjetivos superlativos por seu olhar sincero e honesto para personagens envolvidos com a AIDS e pela sutileza de seu tratamento dramático.

Estão presentes ainda produções de cinematografias de rara circulação no Brasil, como é o caso da Guatemala, representada por “Onde Nasce O Sol”, de Elías Jiménez Trachtenberg. Lançado no Festival Latino de Chicago, o filme acompanha uma mulher indígena que recorre à ajuda espiritual de seus ancestrais para sobreviver na selva. A obra é inédita no Brasil, assim como “A Luta de Ana”, da República Dominicana. Dirigida por Bladimir Abud e exibida no Festival de Mar Del Plata, a obra focaliza uma mãe solteira de um jovem que, ao completar 16 anos, desencadeará uma tragédia.


brasileiros inéditos
Títulos brasileiros inéditos fazem sua estreia no festival, como “Anna K”, estreia do multiartista José Roberto Aguilar na direção de longas-metragens. Interpretada por Leona Cavalli, a protagonista do filme sofre de dupla personalidade e está obcecada por Anna Karenina, personagem do romance de Tolstoi.

Também inédito, “Amparo”, de Ricardo Pinto e Silva, é baseado no livro ganhador do Prêmio Jabuti “Nadando Contra a Morte”, do escritor Lourenço Cazarré, na qual diferentes depoimentos dão conta da tentativa de suicídio de uma adolescente, que dera à luz há dois dias.

Já “Corte Seco”, que também estreia no festival, é a primeira incursão do documentarista e escritor Renato Tapajós no cinema ficcional. Passado em 1969, em plena ditadura militar brasileira, acompanha cinco militantes da esquerda armada que experimentam uma semana de tortura e puro terror. Como o personagem principal da produção, Tapajós também esteve preso na Oban (Operação Bandeirante), tendo sido igualmente torturado.

Autor do premiado documentário “Mataram Meu Irmão”, o cineasta Cristiano Burlan promove a estreia no evento de seu sexto longa-metragem, “Hamlet”. Adaptação da célebre peça teatral de William Shakespeare, o filme conta no elenco com Henrique Zanoni, Luiz Fernando Resende, Ana Carolina Marinho e Rejane Arruda, além do ensaísta Jean-Claude Bernardet em uma participação especial.

Bernardet também atua, ao lado de João Miguel, em “Periscópio”, nova produção do diretor Kiko Goifman, inédita em São Paulo. São dois personagens solitários vivendo confinados em um apartamento, numa relação de dependência, desconfiança e repulsa – até que um olho mecânico rasga o chão do lar, sem explicação aparente.

Em “Mão na Luva”, outro inédito em telas paulistas, o diretor e ator Roberto Bomtempo focaliza a última noite de um casal sob o mesmo teto, com direito a acusações e revelações, mas também lembranças de uma paixão. No elenco estão, ao lado de Bomtempo, Miriam Freeland, Chico Pelúcio e Eduardo Moreira.


documentários musicais

“Mercedes Sosa, A Voz da América Latina” (2013), de Rodrigo H. Vila, é um documentário sobre a cantora argentina, artista de extrema importância na história política e cultural da América Latina. A inconfundível voz de Mercedes, "La Negra", guia o público por sua trajetória e depoimentos de personalidades ressaltam sua relevância em toda América do Sul.

Um dos cantores cubanos contemporâneos de maior relevo internacional, Silvio Rodríguez, é criador juntamente com Pablo Milanez e outros, do movimento da Nova Trova Cubana. Considerado um poeta lúcido e inteligente, capaz de sintetizar o intimismo e os temas universais com a mobilização e a consciência social, o artista ganha esmerado retrato na coprodução entre Cuba e Espanha inédita no Brasil “Silvio Rodríguez, Ojalá” (2013), dirigida por Nico Garcia.

Familiares, amigos e colegas recordam Violeta Parra, a mais universal das cantoras folclóricas chilenas, em “Viola Chilensis” (2003), de Luis R. Vera. Merecedora de uma cinebiografia ficcional (“Violeta Foi Para o Céu”, de Andrés Wood), Violeta Parra é considerada fundadora da música popular chilena.

Dirigido por Gregory Allen, “El Objeto Antes Llamado Disco: O Filme” (2013, inédito no Brasil) retrata o grupo mexicano de rock Café Tacvba - conhecido por suas parcerias com os músicos David Byrne e Beck, e pelas trilhas sonoras de “Amores Brutos”, de Alejandro González Iñárritu, e de “E Sua Mãe Também”, de Alfonso Cuarón - no proceso de criação do disco homônimo.

Outro grupo bastante popular da música latino-americano, os venezuelanos Los Amigos Invisibles, ganham em “La Casa del Ritmo: Um Filme Sobre Los Amigos Invisibles” (2012), de Javier Andrade, outro inédito em telas brasileiras. Trata-se de uma celebração da carreira da banda, que também já foi apadrinhada por David Byrne.

Já a representação brasileira reúne “Cartola – Música para os Olhos” (2006, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda), sobre o mestre Cartola, um dos compositores mais importantes da música brasileira e também um dos expoentes mais nobres do samba. Em “O Gingado da Nêga” (2014), de Rafael de Paula Rodrigues, Elza Soares fala sobre sua história, carreira, casamento, ídolos. Entre os entrevistados, além de amigos, famosos admiradores da cantora como: Pedro Bial, Lobão, Jorge Aragão, Negra Lee, entre outros. Em “Tom Zé ou Quem Irá Colocar Uma Dinamite na Cabeça do Século?” (2000), a cineasta Carla Gallo flagra o processo criativo do inventivo músico baiano. Finalmente, em “Daquele Instante em Diante“ (2011), o diretor Rogério Velloso mergulha na obra e na vida pessoal do genial artista Itamar Assumpção para mostrar suas várias facetas: compositor, poeta, performer, amante das plantas, homem caseiro, gênio incompreendido, controlador irredutível de tudo o que envolvia sua criação e parceiro de tantos outros talentosos contemporâneos.



Serviço:
9º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo
24 a 30 de julho de 2014
Entrada franca

locais: Memorial da América Latina, Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo, Cinemateca Brasileira, Cinusp Paulo Emílio e Cinusp Maria Antônia.

realização: Associação do Audiovisual

patrocínio: Petrobras e Sabesp - Companhia de Saneamento Básico de São Paulo, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura

copatrocínio: Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo

correalização: Sesc São Paulo


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Fonte: http://www.festlatinosp.com.br
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