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Mostra Rohmer: o homem e suas imagens vai até 23/07 no CCSP

Mostra Rohmer: o homem e suas imagens vai até 23/07 no CCSP

A Secretaria Municipal de Cultura e o Centro Cultural São Paulo, em parceria com a Vai e Vem Produções Culturais e com o apoio da Embaixada da França, Cinemateca da Embaixada da França no Brasil, Institut Français e Centre Nacional de Documentation Pédagogique (CNDP), apresentam a mostra Rohmer, o homem e suas imagens, de 11 a 23 de junho de 2013, no Centro Cultural São Paulo.

A mostra traz uma parte representativa da obra documental que Rohmer dirigiu para a TV francesa nos anos 1960 e mais três filmes do diretor que tiveram pouca ou nenhuma circulação no Brasil: Os Amores de Astrée e Céladon (2007), Perceval, o gaulês (1978) e O Agente triplo (2004).

Apesar de ter iniciado sua carreira como diretor na mesma época que François Truffaut, Jean-Luc Godard e outros expoentes da Nouvelle Vague, Eric Rohmer só se tornou conhecido como realizador cerca de uma década depois da eclosão do movimento, quando seu quarto longa-metragem, Minha Noite com Ela, de 1969, foi indicado à Palma de Ouro em Cannes e ao Oscar de melhor roteiro original.

Antes disso, ele já havia dirigido dois longas-metragens, O Signo do Leão e A Colecionadora, que inclusive ganhara o Prêmio Especial do Júri em Berlim, e alguns curtas. Porém, o que é pouco sabido é que uma série de documentários realizados por Rohmer para a TV francesa na década de 1960 teve papel decisivo na sua formação enquanto diretor.

Trata-se de uma série de documentários didáticos produzidos pelo Centro Nacional de Documentação Pedagógica (CNDP). Nesta série de filmes-ensaio, Rohmer reflete sobre a arte, sobre o belo, sobre a condição humana e, acima de tudo, sobre o papel das imagens. Para a mostra Rohmer, o homem e suas imagens foram selecionados oito desses documentários dirigidos por Rohmer entre os anos de 1964 e 1969.

Além dos raros documentários para TV, a mostra Rohmer, o homem e suas imagens exibe ainda Os Amores de Perceval, o gaulês (1978), O Agente triplo (2004) e Astrée e Céladon (2007). Os dois últimos são também os últimos longas-metragens dirigidos por Rohmer e não tiveram lançamento comercial no Brasil.

Já Perceval, o gaulês também foi pouco visto por aqui e dialoga de forma interessante com o documentário para TV Perceval ou o Conto do Graal, realizado em 1965. Foi o documentário que inspirou Rohmer a dirigir, mais de uma década mais tarde, um longa sobre o personagem Perceval, cavaleiro da távola redonda.

Rohmer, crítico

Eric Rohmer, ou Maurice Schérer, seu verdadeiro nome, iniciou sua carreira como crítico de cinema ainda antes do aparecimento da revista Cahiers du Cinéma. Mas foi a partir dela, da qual foi um dos fundadores, que ganhou destaque como crítico. Com o afastamento de André Bazin, passou a editor, cargo que exerceu de 1957 a 1963, quando então deixou a revista.

Os cineastas Roberto Rossellini e Jean Renoir eram consensos nos Cahiers du Cinéma, tendo sido Bazin o primeiro a identificar com a obra dos dois cineastas sua ideia do cinema enquanto arte fadada ao realismo. Rohmer reafirmou seu elogio a eles em textos como Jeunesse de Jean Renoir e Deux images de la solitude. Em Vanité que la peinture, um de seus primeiros textos publicados nos Cahiers, ele partia de Tabu, de F.W. Murnau e Nanook, de Robert Flaherty para defender o cinema enquanto a arte do realismo. Rohmer talvez tenha sido o discípulo de Bazin que mais foi fiel às ideias do mestre.

Assim como Bazin, Rohmer era um amante do cinema americano. Um dos seus textos mais famosos e polêmicos é justamente Explication de vote, que escreveu para justificar seu voto em Ao Sul do Pacífico, de Joshua Logan, como o melhor filme do ano de 1959. Pouco tempo antes, em 1956, no texto Yonville-em-Kansas, já havia defendido o filme Picnic (1955), do mesmo diretor.

Além dos filmes do Rohmer diretor, a mostra Rohmer, o homem e suas imagens procura evidenciar também sua face enquanto crítico por meio de exibições de filmes de diretores cuja obra Rohmer publicamente defendeu.

Serviço

Local:
CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso
CEP 01504-000 - São Paulo – SP
Próximo à estação Vergueiro do metrô

Entrada:
R$ 1 (inteira) e R$ 0,50 (meia)

Veja a programação completa: http://www.centrocultural.sp.gov.br/programacao_cinema_2.html

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