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VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso acontece de 11 a 19/08 em S. Paulo

VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso acontece de 11 a 19/08 em S. Paulo

Antes de ser a indústria de sonhos que conhecemos hoje, o cinema foi uma atração nas feiras e quermesses do século 19. Parte do espetáculo popular, ao lado de truques, mágicas, e circo, o cinema também satirizava um olhar inovador as contradições de um mundo que se transformava rapidamente em direção à modernidade. Para criar essa atmosfera de mudanças, a VI JORNADA BRASILEIRA DE CINEMA SILENCIOSO apresenta, entre os dias 11 e 19 de agosto, um experimento coletivo que abordará em diferentes sentidos a mágica do cinema.

Sob curadoria de Adilson Mendes, a VI Jornada traz ao público a mostra LUZES E SOMBRAS - dedicada ao cinema expressionista alemão, CINEMA SOVIÉTICO DOS ANOS 1920 - um panorama sobre a revolução russa, BRASIL – O ESPETÁCULO DE 1922 - filmes que tem como tema a nacionalidade e ainda os já tradicionais DESTAQUES DE PORDEDONE, com título do mais famoso festival dedicado ao gênero.

Na programação das atividades paralelas contamos com o SALÃO DAS NOVIDADES - série de atrações que reencenam a natureza popular do cinema dos primeiros tempos, o curso “O Cinema Soviético dos anos 1920: Massa e Poder”, com François Albera (professor de História e estética do cinema na Universidade de Lausanne) e uma conferência com Rielle Navtiski (Universidade da Califórnia) e Eduardo Morettin (ECA/USP) sobre “O Cinema Silencioso Brasileiro e Suas Diferentes Formas de Produção Documental e Ficcional”.

O evento conta ainda com a parceria de músicos que acompanharão ao vivo as principais sessões da Jornada. Sob a curadoria de Juliano Gentile, a Jornada 2012 apresenta as bandas Abaetetuba, Camerata Aberta, Paulo Santos, Psilosamples, Marcelo Armani, Mario Manga, Objeto Amarelo, Maurício Takara, Guilherme Granado, Rogério Martins, entre outros. Todos os filmes da Jornada com acompanhamento musical serão exibidos na Sala Cinemateca BNDES e em projeção silenciosa na Sala Cinemateca Petrobras.

Para encerrar as atividades da VI JORNADA BRASILEIRA DE CINEMA SILECIOSO, o público é convidado a assistir o clássico "O Gabinete do Dr. Caligari" de Robert Wiene, ao ar livre, na plateia externa do Auditório Ibirapuera, no domingo, dia 19/08, às 19h, com acompanhamento musical de Mário Manga.



Saiba Mais sobre os Programas
O programa LUZES E SOMBRAS exibe produções de diferentes nacionalidades e clássicos do cinema expressionista alemão da década de 1920, marcados pela radicalidade plástica de suas imagens. Entre as atrações, destaque para “Sombras – uma alucinação noturna”, de Arthur Robinson (Alemanha, 1923, 35 mm, pb com tingimento, 85 min), pelo uso estilizado da luz e dos cenários, que produz uma dramaturgia onírica e ao mesmo tempo opressiva.

Já o Panorama CINEMA SOVIÉTICO DOS ANOS 1920 mostra a experiência da Revolução Russa, em 1917, que suscitou inúmeras respostas artísticas aos acontecimentos que se desenrolavam no plano concreto da História. Além das celebradas produções de mestres de vanguarda como Serguei Eisenstein e Dziga Vertov, cineastas russos também incursionaram por gêneros como o western, a comédia, o folhetim, o épico ou o filme de aventura, dispostos a lidar com a nova experiência social da revolução e com o desafio de representar as massas através da linguagem cinematográfica. Os filmes “O Raio da Morte”, de Lev Kulechov (Rússia, 1925, 35mm, pb, 113 min), e “As extraordinárias Aventuras de Mr. West no País dos Bolcheviques”, de Liev Kulechov, (Rússia, 1924, 35mm, pb, 80 min) trazem o impulso da paródia aos gêneros tradicionais da indústria e propõem soluções políticas surpreendentes.


Como nas edições anteriores, o evento apresenta os DESTAQUES DE PORDENONE, uma seleção de filmes exibidos nas diferentes edições da Giornate Del Cinema Muto de Pordenone, mais tradicional festival dedicado ao cinema silencioso. Neste programa, que reúne curtas e longas de diversas nacionalidades, os destaques são os curtas do programa “Os Perigos do Cinematógrafo” e o longa “Esposa e Mártir”, de Sam Wood (EUA, 1922, pb, com tingimento, 81 min), no qual a diva norte-americana Gloria Swanson contracena com o galã italiano Rodolfo Valentino.

O centenário da independência do Brasil é o tema do programa BRASIL – O ESPETÁCULO DE 1922. Dentro do espírito de euforia, realizadores celebram a nacionalidade e a modernização personificadas nas exposições, feiras, reuniões e inaugurações oficiais. A série de documentários reunidos no programa são testemunhos ricos e praticamente inexplorados de um momento importante da história do cinema brasileiro.


***Atividades Paralelas***


Salão das Novidades

Pátio da Cinemateca Brasileira – 11, 12, 18 e 19 de agosto das 16h às 21h (entrada livre).

Antes de confirmar sua hegemonia no mundo do entretenimento mercantilizado, antes de ter um lugar instituído na cidade, a “sala de cinema”, ele era uma atração entre outras nas feiras, quermesses e salões. Nesse cinema dos primeiros tempos é forte a presença do circo, do vaudeville, do teatro de bulevar e de outros gêneros de espetáculo. Na VI Jornada, o público poderá contar com uma série de atrações que reencenam a natureza popular do cinema dos primeiros tempos por meio de apresentações, performances e circo como A Mulher Barbada, Teatro dos Bonecos, Tenda de Caligari, O Ilusionista, entre outros.


Cinema Soviético dos anos 1920: Massa e Poder - curso com François Albera

Sala Cinemateca Petrobras – 14/08 (terça-feira) até 17/8 (sexta-feira) das 16h30 às 18h - As inscrições serão feitas no primeiro dia, no local.

A Revolução Russa em 1917 colocou em pauta novos problemas para seus cineastas. Uma das principais questões foi a maneira de representar cinematograficamente as massas
que chegavam ao poder. Diferentes opções estéticas se desenvolveram a partir do trato com gêneros cinematográficos da indústria como o western, o filme de aventura, a comédia,
o folhetim e o épico. Tais questões serão abordadas em quatro conferências por François Albera, professor de História e estética do cinema na Universidade de Lausanne.

Cinema Brasileiro dos anos 20 - conferência com Rielle Navitski e Eduardo Morettin

Sala Cinemateca Petrobras – 12/08 (domingo) às 16h30 – Aberta ao Público

O cinema silencioso brasileiro foi marcado pela celebração de solenidades oficiais, em detrimento de experiências com o cinema de ficção. A partir desta constatação, e a fim de compreender este fenômeno, Rielle Navitski, pesquisadora da Universidade de Berkely, discute a produção de filmes ficcionais inspirados por crimes famosos, enquanto Eduardo Morettin, professor da ECA/USP, discute as relações entre Estado e cinema no contexto das comemorações do Centenário de Independência do Brasil em 1922.

Serviço

VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso

De 11 a 19 de agosto

Entrada Gratuita

Programação não recomendada para menores de 14 anos.

CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br
ENTRADA FRANCA

AUDITÓRIO IBIRAPUERA
Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº
Parque do Ibirapuera – portão 2
Outras informações: (11) 3223-3966
www.auditorioibirapuera.com.br
ENTRADA FRANCA



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Fonte: www.cinemateca.gov.br/jornada
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