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“Augustas”,  primeiro longa do cineasta Francisco César Filho,  foi exibido pela primeira vez em S. Paulo

“Augustas”, primeiro longa do cineasta Francisco César Filho, foi exibido pela primeira vez em S. Paulo

*** o dramaturgo Mário Bortolotto encabeça o elenco, que tem como atores convidados Milhem Cortaz e Selma Egrei

** Rua Augusta é personagem de Longa-Metragem

Baseado em “A Estratégia de Lilith”, livro cult do jornalista Alex Antunes, AUGUSTAS marca a estreia do premiado documentarista Francisco Cesar Filho na direção de longas-metragens. O filme foi exibido pela primeira vez em São Paulo no dia 14 de julho no Memorial da América Latina.

O filme narra momentos da vida de um jornalista morador da Rua Augusta, que demitido de seu emprego e de seu relacionamento com a chefe e amante, se embrenha em inusitados universos urbanos: o da prostituição e o dos rituais neo-xamânicos de transe. Em busca das respostas para suas angústias, ele desperta uma voz feminina que passa a aconselhá-lo. E, de quebra, desestrutura completamente seu modo masculino e oportunista de ver o mundo, levando-o a procurar outro tipo de compromisso, mágico e espiritual.

Retratando personagens que transitam, vivem e/ou trabalham na Rua Augusta, o longa é rodado majoritariamente naquela via paulistana.

Na trilha sonora estão clássicos do underground paulistano dos anos 1980/1990, de autoria de Akira S e As Garotas Que Erraram, Fellini, Mercenárias, Patife Band e Shiva Las Vegas.

Alex, o protagonista de AUGUSTAS, é interpretado pelo dramaturgo e ator Mário Bortolotto, vencedor do prêmio APCA pelo conjunto da obra e do Prêmio Shell de melhor autor pelo texto "Nossa Vida Não Vale um Chevrolet".

O elenco de AUGUSTAS é composto por nomes da nova geração do teatro e do cinema, como Caroline Abras (considerada a “Chlôe Sevigny brasileira”, duplamente premiada como melhor atriz no Festival Gramado, pelos curtas “Perto de Qualquer Lugar” e “Alguma Coisa Assim”), Georgina Castro (do longa “O Céu de Suely” e da peça “Porão”), Guta Ruiz (da série televisiva “Alice” e dos longas “Bruna Surfistinha”, "Fim da Linha" e "Nossa Vida Não Cabe Num Opala") e Maíra Chasseraux (do filme “Onde Andará Dulce Veiga”).

O premiado Milhem Cortaz (dos filmes “Tropa de Elite” e “Carandiru”) e a veterana Selma Egrei (musa dos filmes de Walter Hugo Khouri) são atores especialmente convidados do filme, que conta também com Henrique Schafer (indicado ao Prêmio Shell de melhor ator em 2005 por seu papel na peça “O Porco”), Juliano Cazarré (da novela “Avenida Brasil” e dos filmes”Meu Mundo em Perigo”, “O Magnata” e "A Festa da Menina Morta"), Ziza Brisola (criadora da Cia. Linhas Aéreas) e Phedra de Córdoba, um famoso travesti cubano, naturalizado brasileiro, que atua no teatro paulistano.

O diretor Francisco Cesar Filho é responsável por curtas-metragens documentais que tiveram premiações internacionais e foram exibidos em prestigiosos festivais, como Roterdã, Locarno e Nova York (veja mais abaixo).

“Augustas” tem direção de fotografia de Aloysio Raulino (do filmes “O Prisioneiro da Grade de Ferro”, “Serras da Desordem” e “FilmeFobia”), direção de arte de Rafael Ronconi (dos longas “Antônia” e “Cidade dos Homens”) e produção executiva de Eliane Bandeira (de “A Concepção” e “Meu Mundo em Perigo”).

O filme é realizado pela Anhangabaú Produções, empresa responsável por “Meu Mundo em Perigo” (de José Eduardo Belmonte), vencedor de três prêmios no último Festival de Brasília, pelos curtas “Carmem e Leão” e “O Sonho de Tilden” (este selecionado para o É Tudo Verdade 2008) e pelos longas em finalização “Se Nada Mais Der Certo” (também de Belmonte) e “Dom Quixote do Araguaia”, de Erika Bauer. A produtora roda no segundo semestre deste ano “Tropicália“, longa de Ana Oliveira e Francisco Cesar Filho.
sobre o livro “A Estratégia de Lilith” e seu autor
Recebido pela crítica como sendo “puro transe autobiográfico”, “A Estratégia de Lilith” (Conrad Editora, 2001) transita entre a reportagem e a ficção pop, descortinando universos urbanos do sexo, do transe e da magia. Entre as influências da obra estão Raymond Chandler, Plínio Marcos e Carlos Castañeda.

Crivado de pequenas referências pop, musicais, cinematográficas, literárias e religiosas (Serge Gainsbourg, Jean-Luc Godard, Philip K. Dick, J.D. Salinger, Aleister Crowley), que de alguma maneira agregam fragmentos a um sentido maior e inesperado, “A Estratégia de Lilith” é o primeiro livro de Alex Antunes, que dirigiu a revista Bizz, criou a revista Set e escreveu para os cadernos de cultura da Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde e Veja, entre outras publicações. Antunes tabém é músico (Akira S & As Garotas Que Erraram e Shiva LasVegas, entre vários projetos), compositor (de "Atropelamento & Fuga", gravada por Skowa & A Máfia) e produtor de mais de uma dezena de álbuns, como a coletânea “Não São Paulo”, documento do pós-punk paulistano, e os tributos a Arnaldo Baptista (“Saguinho Novo”) e a Luiz Gonzaga (“Baião de Viramundo”).
sobre o diretor Francisco Cesar Filho
Paulistano nascido em 1958, Francisco Cesar Filho é cineasta, curador, diretor de televisão, coordenador de workshops, dj e assessor de comunicação. Estudou Cinema e Filosofia na Universidade de São Paulo e recebeu, em 1993, Bolsa Intercultural para Cinema e Vídeo das fundações norte-americanas Rockefeller e MacArthur.

É diretor, roteirista e produtor de um dos principais títulos da chamada Primavera do Curta-Metragem Brasileiro: “Rota ABC” (1991), documentário sobre a juventude da periferia industrial de São Paulo. Melhor curta no Festival de Brasília e vencedor de prêmio especial do júri no Festival de Oberhausen (Alemanha), o filme foi selecionado para os festivais de Locarno, Roterdã e Nova York - as três mais prestigiosas vitrines internacionais do cinema autoral. Integrou ainda a retrospectiva Cinema Novo and Beyond, organizada no MoMA de Nova York em 1999.

Sua filmografia inclui ainda o documentário digital “VinteDez” (2001), co-dirigido com Tata Amaral, e os curtas-metragens “Poema: Cidade” (1986, melhor filme no Guarnicê de Cine-Vídeo), “Queremos as Ondas do Ar!” (1986, melhor curta na Jornada da Bahia, grande prêmio do júri no Festival de Oberhausen), “Hip-Hop SP” (1990, melhor filme para a juventude no Festival de Brasília), “Zona Leste Alerta” (1992, melhor documentário no Festival de Santiago), “A Era JK” (1993, da série Panorama Histórico Brasileiro, prêmio da crítica no Festival de Brasília) e “Mooca, São Paulo”, 1996 (seqüência inicial do longa Um Céu de Estrelas, de Tata Amaral). Em 1993, o Festival de Cingapura organizou uma retrospectiva completa de sua obra. Augustas é seu primeiro longa-metragem.

Em televisão, foi diretor dos programas semanais Janela Eletrônica (voltado à arte eletrônica e veiculado pela STV - Rede SescSenac de Televisão e Sesc TV) e Primeiro Plano (dedicado às manifestações de vanguarda e exibido pela rede TVE Brasil, após temporadas nos canais GNT e TV Cultura), além do programa diário Realidade (Rede Bandeirantes). Em 1999 realizou reportagens para o programa Revista do Cinema Brasileiro (transmitido semanalmente pelos canais Brasil, TVE e TV Cultura). Dirigiu Matéria Assinada para o programa Metrópolis (TV Cultura), fez parte da equipe de realização do VideoJornal (seis edições diárias transmitidas pela rede TVE Brasil durante o 11º VideoBrasil, 1996) e foi comentarista de cinema de curta-metragem e vídeo no programa Manhã Paulista (TV Gazeta/SP).

Criador e organizador da Mostra do Audiovisual Paulista (evento anual realizado desde 1987), é também diretor do Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo, coordenador executivo do Telemig Celular arte.mov – Festival Internacional de Artes em Mídias Móveis, programador associado do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, membro do comitê de seleção e ex-programador-adjunto do É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários, integrante do comitê de seleção do Festival Mundial do Minuto e ex-membro do Conselho Consultivo do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, além de colaborador regular do Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual, da Mostra de Cinema de Tiradentes e do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá.

É organizador e/ou curador de eventos audiovisuais como as mostras O Cinema Brasileiro Encarcerado: A Censura no Regime Militar (maio de 2003), SP Música - no cinema, vídeo e na tv (janeiro/fevereiro de 2004), Diretores Brasileiros: Carlos Manga (abril de 2004), Nossa Gente de Rua - filmes, vídeos e debates sobre moradores em situação de rua (novembro de 2004), Embrafilme, filmes e debates (fevereiro/março de 2005), Mostra de Arte Eletrônica (abril de 2005), Diretores Brasileiros: Carlos Reichenbach (maio de 2005), Cine Erótica (dezembro de 2005), 1ª Mostra Sesc Rio de Arte Eletrônica (dezembro de 2006), Panorama da Vídeo-Criação no Brasil (março de 2007), Clássicos e Raros do Nosso Cinema (dezembro de 2007/janeiro de 2008) e O Cinema de Aron Feldfman (janeiro/fevereiro de 2008), entre outros.

Curador/consultor convidado da Programadora Brasil (iniciativa do Ministério da Cultura / Secretaria do Audiovisual, Cinemateca Brasileira e Centro Técnico Audiovisual), foi assessor de programação do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, programador do Circuito Brasil de Cinema (iniciativa da Petrobras e do Banco do Brasil de exibição filmes brasileiros nas sedes da Associação Atlética Banco do Brasil), coordenador, junto com Lucas Bambozzi, da programação Rumos Cinema e Vídeo (desenvolvida pelo Itaú Cultural no período 1998/1999) e programador de cinema do Centro Cultural São Paulo (1995/1996), além de responsável pela implantação da área de cinema e vídeo da Galeria Olido, centro cultural paulistano inaugurado em 2004.

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